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Teatro, Luta e Resistência: Cia Burlesca emociona e inspira no Março de Lutas do Agreste Meridional

No dia 20 de março, o Polo Agreste Meridional recebeu a Cia Burlesca de Teatro Político em uma ação do Março de Lutas. Reconhecida como uma das principais companhias de teatro político do Distrito Federal, a Cia Burlesca traz em seu repertório espetáculos que questionam e provocam reflexões, desmascarando a realidade, problematizando estereótipos, preconceitos, a manipulação da informação e as disputas de poder. A ação foi organizada pela Comissão de Mulheres do Agreste Meridional e contou com a presença de 13 sindicatos, da presidenta da Fetape, Cícera Nunes, da diretora de Política para Mulheres, Adriana do Nascimento, e da diretora de Organização e Formação, Jenusi Marques.

O espetáculo contou com a presença de diversas organizações parceiras, como Rede Semeam, MMTR, Reagro, UFRPE, Escola Fé e Política, CPT, CUT e IPA, que reforçaram a importância da cultura e do teatro como instrumentos de conscientização e transformação social.

Pernambuco foi um dos 9 estados por onde o espetáculo passou entre assentamentos, universidades, teatros, espaço de rua e outras Federações.

Pela manhã, as mulheres do Polo participaram de uma oficina de teatro com o grupo, e à tarde, acompanharam a apresentação do espetáculo Benedita Dica. A peça narra a história de Benedita Cipriano Gomes, a Santa Dica, uma poderosa líder comunitária que, entre os anos 1920 e 1930, fundou em Lagolândia, na região de Pirenópolis-GO, uma grande comunidade baseada nos princípios da igualdade, solidariedade e produção coletiva, onde a terra era dividida de forma justa entre todos.

A vivência foi intensa e trouxe muitas reflexões, tanto durante a oficina quanto ao final do espetáculo, quando a plateia interagiu. Para Manu Chaves, da UFAPE, foi um momento marcante: “Eu nunca vivi um 8 de março com um presente tão grande.

A história de Dica mostra que o capitalismo não se implantou naturalmente, ele foi entrando debaixo de bala, de destruição, e por isso os artistas são tão perseguidos.” A diretora de organização e formação sindical da Fetape, Jenusi Marques, também destacou o impacto da obra. “Quantas Dicas estão silenciadas nos nossos territórios? À medida que pesquisamos, vemos as histórias das mulheres sendo varridas, diminuídas, não reconhecidas. Quando assistimos ao espetáculo, é como se fôssemos transportadas para aquele tempo”, comentou a diretora da Fetape.

Já Lucimar Oliveira, professora e ex-assessora da Fetape, ressaltou o papel transformador da arte: “Como a arte tem o poder de nos conectar, de resgatar, de forma sutil, delicada e profunda, tantas histórias. Principalmente em tempos tão difíceis, acredito que a arte pode ajudar a tirar da invisibilidade aqueles que estão na luta.”



Fotos: Carla Caminha, Natália Vaz e Luiz Filho

Fonte: Natália Vaz e Mariana Santiago

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